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Reposição hormonal

O que realmente aumenta o risco de câncer? Talvez não seja o que você imagina

Dra. Isadora Artur Costa · CRM 68301-MG · RQE Nº 44497

30 de julho de 2026 · 4 min de leitura

Quando falamos em câncer, é comum que algumas dúvidas apareçam rapidamente. Uma delas é sobre a reposição hormonal. Muitas mulheres chegam ao consultório receosas, acreditando que esse tratamento é um dos principais fatores de risco para a doença.

Mas será que essa preocupação corresponde ao que a ciência mostra hoje? A resposta é: nem sempre.

Existem fatores que, comprovadamente, têm um impacto muito maior no desenvolvimento de diversos tipos de câncer e, muitas vezes, passam despercebidos no dia a dia.

Os principais fatores de risco modificáveis

Grande parte dos casos de câncer está relacionada a hábitos de vida e fatores que podem ser prevenidos ou reduzidos. Entre os principais estão:

Tabagismo

O cigarro continua sendo um dos maiores fatores de risco para diversos tipos de câncer, como pulmão, boca, garganta, esôfago, bexiga e colo do útero, entre outros.

Consumo excessivo de álcool

O consumo frequente de bebidas alcoólicas também está associado ao aumento do risco de diferentes tipos de câncer, especialmente quando associado ao tabagismo.

Excesso de peso

A obesidade está relacionada ao aumento do risco de vários tipos de câncer, incluindo câncer de mama após a menopausa, endométrio, intestino e outros.

Sedentarismo

A prática regular de atividade física ajuda na manutenção do peso, melhora o metabolismo e reduz o risco de diversas doenças crônicas, inclusive alguns tipos de câncer.

E a reposição hormonal?

Esse é um tema que merece atenção, mas também informação de qualidade. Hoje sabemos que a terapia hormonal da menopausa não deve ser encarada como uma vilã. Sua indicação precisa ser individualizada, levando em consideração fatores como:

  • idade
  • tempo de menopausa
  • histórico pessoal e familiar
  • presença de sintomas
  • condições de saúde da paciente

Existem situações em que a reposição hormonal não é indicada e outras em que seus benefícios superam os riscos. Por isso, não existe uma resposta única para todas as mulheres.

O mais importante é que essa decisão seja tomada junto ao ginecologista, com base nas evidências científicas mais atuais.

Quando procurar um ginecologista?

Se você tem dúvidas sobre menopausa, reposição hormonal ou deseja entender quais são os fatores de risco para a sua saúde, converse com um especialista.

Uma consulta individualizada permite avaliar seu histórico, esclarecer dúvidas e definir a melhor conduta para o seu caso.

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